sexta-feira, 25 de maio de 2012


POPULAÇÃO
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Item: Conflitos Étnico-nacionalistas e Separatistas

Parte: 2 de 7
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Principais conflitos étnicos na Europa...
           
            Se observarmos bem, a Europa é a península de uma grande massa continental, a Eurásia, como podemos ver na figura abaixo:

Não há uma divisão física propriamente dita, não há um isolamento geográfico da Europa em relação a Ásia, mas se convencionou usar os Montes Urais como sendo o limite do continente europeu à leste. Assim compreendemos que essa divisão entre Europa e Ásia segue muito mais os aspectos culturais que os aspectos físicos.
            Neste pequeno trecho de terra, pois é o menor continente do mundo, há uma infinidade de conflitos étnicos. No entanto, a história da diversidade e dos conflitos étnicos na região é antiga; são resquícios dos impérios russos, otomano e austro-húngaro, e da decomposição desses dois últimos entre o final do século XIX e as duas primeiras décadas do século XX.
             A história dos domínios imperiais que marcaram a Europa sempre denotaram a busca pela supremacia através da força e da abdução e ou imposição cultural. Um continente que sempre teve sua história marcada por sucessivas opressões, e que no último milênio viveu uma estrutura econômica feudal, marcada por recrudescimento intelectual e cultural da civilização europeia; sendo estes fatos o ponto originador dos infindáveis conflitos em solo europeu.

            1 – conflito nos Balcãs (região peninsular localizada no sudeste da Europa, onde estão situadas a Bulgária, Albânia, Grécia, Turquia (trecho europeu), Iugoslávia, Croácia, Eslovênia, Macedônia e Bósnia-Herzegovina.).

            a – Esfacelamento da Iugoslávia... Até 1991 a Iugoslávia era formada por seis repúblicas distintas, Sérvia, Croácia, Eslovênia, Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Montenegro, e duas regiões autônomas, Kosovo e Vojvodina, pertencentes à Sérvia. A população Iugoslava era composta de diversas nações, com os sérvios, croatas, eslovenos, macedônios, albaneses, húngaros... Com três religiões diferentes, a muçulmana, cristã ortodoxa, e católica romana... existiam cinco idiomas diferentes, sérvia-croata, esloveno, albanês, húngaro, macedônio...
            Toda essa miscelânea étnico-cultural foi mantida junta pelo governo de Jospi Broz (marechal Tito), que manteve o aglomerado com força, carisma, habilidade política e é lógico, aparato militar. Após a morte de Tito, em 1980, e com o esfacelamento da URSS, 1990, o movimento separatista fortaleceu-se. Em junho de 1991, a Eslovênia e a Croácia declararam independência. Após violentos conflitos a Iugoslávia reconhece a autonomia das regiões. A Macedônia segue o mesmo caminho; em 1992, a Bósnia-Herzegovina declara sua independência, o que deflagra um violento e terrível conflito no Bálcãs, que ficou mundialmente conhecida com Guerra da Bósnia.

“A FRAGMENTAÇÃO DA IUGOSLÁVIA
Manuel Cambeses Júnior*
            No Século XIX surgiu um movimento que buscava a união dos povos eslavos do sul da Europa. O mesmo, conhecido como "Ilirismo", tinha como objetivo integrar em um só Estado às regiões integrantes de dois grandes impérios: o Austro-Húngaro e o Turco. Porém, somente depois de finalizada a Primeira Guerra Mundial é que esta ideia pode tornar-se realidade. Croácia, Eslovênia e Bósnia-Herzegovina, que separaram-se do império Austro-Húngaro, uniram-se à Sérvia e a Montenegro que, até o final do Século XIX formavam parte do império Turco. Sobre estas peças soltas deste emaranhado de culturas oriundas de dois impérios desaparecidos, passou a conformar-se o reino da Iugoslávia.
            A Segunda Guerra Mundial foi devastadora para este país. Em 1941, a Iugoslávia foi invadida pelas tropas nazistas e desmembrada em diversos componentes que passaram a repartir-se entre a Alemanha e suas aliadas Itália e Hungria. Para contraporem-se aos invasores surgiram dois grandes grupos guerrilheiros. O primeiro perseguia o objetivo de libertar a Sérvia e, o segundo, de cunho comunista, buscava a libertação de toda a Iugoslávia. Este grupo esteve liderado pelo Secretário-Geral do Partido Comunista Iugoslavo, Josip Broz, mais conhecido por Tito. Correspondeu a este personagem ser o artífice da libertação de seu povo.
            É importante destacar que a Iugoslávia emergiu da Segunda Guerra Mundial totalmente devastada. Diferentemente dos demais regimes comunistas do leste europeu, produto dos avanços das tropas soviéticas, o iugoslavo impôs-se, basicamente, pela força de suas armas. Isto proporcionou ao governo do Marechal Tito uma liberdade de manobra que não experimentaram os demais regimes comunistas da região. Inevitavelmente isto se traduziu, automaticamente, em um permanente enfrentamento com Moscou.
            Foi no manejo de suas diferenças étnicas que o modelo iugoslavo adquiriu os seus traços mais característicos. Estabeleceram-se cinco repúblicas soberanas (Eslovênia, Croácia, Sérvia, Montenegro e Bósnia-Herzegovina) que aderiram a uma Federação. Mais tarde a Macedônia também adquiriria o caráter de República soberana. Por sua parte, a Sérvia contava dentro de seu território com duas províncias autônomas: Vojvodina e Kosovo. O Poder Legislativo desse Estado Federal estava conformado por um Conselho de Nacionalidades que representava os interesses das seis Repúblicas e das duas províncias autônomas.
            Este mosaico de diversas nacionalidades pode funcionar graças ao carisma e a forte personalidade do Marechal Tito, que atuava como o grande árbitro na miríade de interesses em disputa. Como um moderno rei Salomão ele mantinha o equilíbrio entre as posições em conflito. Sua estratégia consistia em evitar que alguma República ou setor se fortalecesse demasiadamente e adquirisse preponderância que fizesse perigar a estabilidade do conjunto. Em síntese, Tito propiciava um equilíbrio negativo de forças em que nenhuma das repúblicas sobressaísse em relação às demais.
            Após a morte do obstinado Marechal, em 1980, as coisas começaram a marchar de forma atabalhoada sob a liderança coletiva que ele havia desenhado para sucedê-lo. Mesmo aos solavancos, entretanto, a unidade da Federação se mantinha. O colapso do comunismo e a febre nacionalista que contaminou a região, fizeram emergir as profundas contradições que se aninhavam na alma iugoslava. A partir desse momento histórico começaria o processo de esfacelamento do Estado iugoslavo.
            No final dos anos oitenta existia na Iugoslávia duas posições extremas. Uma representada pela Sérvia e a outra pela Eslovênia. Enquanto a Sérvia adentrava em uma autêntica revolução nacionalista, a Eslovênia evidenciava um acelerado processo de democratização.
            Para conseguir manter uma Iugoslávia forte, Tito sempre creu necessário manter a Sérvia débil. Slobodan Milosevich chegou ao poder idealizando uma revanche dos sérvios. Para fortalecer a Sérvia o novo líder nacionalista suprimiu a autonomia das duas províncias autônomas que existiam no interior destas repúblicas: Vojvodina e Kosovo. No primeiro caso isso pouco importou pois a grande maioria de sua população é de origem Sérvia. No Kosovo, ao contrário, a imensa maioria de sua população é de nacionalidade albanesa. A reação em Kosovo frente à supressão de sua autonomia, desencadeou a repressão Sérvia. Isto foi a gota que fez derramar a paciência da Eslovênia frente aos excessos da Sérvia e determinou que, juntamente com a Croácia, se tornassem independentes da Federação Iugoslava. Aí começou o desmembramento do Estado federal que ficaria limitado à Sérvia e Montenegro.
            As Forças Armadas iugoslavas, sob o controle sérvio , tentaram impedir, sem êxito, a secessão da Eslovênia e da Croácia. A partir desse momento a atitude da Sérvia e de Milosevic iriam mudar. Se não era possível manter a Iugoslávia unida, ao menos tentaria integrar a todas as populações sérvias, fora da Sérvia, em uma só unidade. Impôs-se, desta forma, a tese da "Grande Sérvia". Sobre esta base as regiões sérvias da Croácia foram anexadas. Não obstante, quando também a Bósnia se lançou no caminho da secessão, as coisas tornaram-se muito mais difíceis. As populações sérvias, dentro dessa República, encontravam-se disseminadas, em todos os quadrantes do território, convivendo entre comunidades croatas e muçulmanas. A resposta de Milosevic foi muito simples: a aplicação deliberada e sistemática do terror, como via para conseguir a evacuação de espaços geográficos que pudessem ser ocupados pelos sérvios. Começava ali a "limpeza étnica". Em novembro de 1995, frente às pressões da OTAN e a ofensiva militar da Croácia para recuperar os territórios perdidos à Sérvia, firmava-se o Acordo de Dayton que poria fim ao conflito bósnio.
A situação do Kosovo que esgotou a paciência da Eslovênia frente aos sérvios, em 1991, terminou também por esgotar a paciência da OTAN frente à Sérvia, em 1999. Isto forneceu a Milosevic todos os trunfos para que ele possa encerrar os anos noventa, reeditando os piores excessos que tornaram tristemente sangrento este Século XX.”
           
            b – A independência da Bósnia-Herzegóvina... A república iugoslava era a mais heterogênea dos Balcãs: muçulmanos, sérvios e croatas; após terem sua independência reconhecida por países Europeus, pelos EUA e pela ONU, Croatas, muçulmanos, sérvios passaram a disputar fatias do território bósnio. A guerra civil da Bósnia teve início em 1992 e tornou-se acirrada quando o líder sérvio, Radovan Karadzic, contrário à separação, proclamou a formação da República Sérvia da Bósnia-Herzegóvina, não reconhecendo a independência do país. A guerra se estendeu até 1995, apresentando um saldo de mais de 200 mil mortos e 2 milhões de refugiados muçulmanos. Essa guerra foi marcada pelo extermínio (“limpeza étnica”) dos não-sérvios que viviam na ex-república iugoslava, o qual contou com o apoio do então presidente da nova Iugoslávia, Slobodan Milosevic. Em 1995, um acordo de paz selou o fim da guerra na Bósnia.


            c – Kosovo... A partir de 1998, os conflitos passam a desenrolar na região de Kosovo, habitada predominantemente por albenesês (90%) e que desde 1989, tinha perdido parte da autonomia em relação ao poder central Iugoslavo, como o direito ao ensino em língua albanesa e a uma polícia própria.


            Para fazer frente ao ELK (Exército de Libertação de Kosovo), o então presidente iugoslavo Slobodan Milosevic, contra-atacou com violência a região de Kosovo. Alegando combater os separatistas e defender a integridade do país, promoveu um massacre à população civil. Em 1999, a OTAN negociou com a Iugoslávia o fim do conflito e a volta da autonomia de Kosovo. Diante da recusa iugoslava, as forças da OTAN lançaram um intenso ataque ao país. A guerra de Kosovo terminou após 78 dias de bombardeios liderados pelos EUA. Essa ação, classificada pelo governo norte-americano de “defesa humanitário”, não foi decidida no âmbito do conselho de segurança da ONU, constituindo, portanto, um desrespeito às normas internacionais.
            Num sinal claro de que a solução para os problemas étnicos era bastante complexa, o Parlamento da Iugoslávia, com o acompanhamento da União Européia, aprovou, em fevereiro de 2003, a constituição do novo Estado da Sérvia e Montenegro. Nesse novo Estado, a diplomacia e a segurança são conjuntas, mas tanto Sérvia como Montenegro têm grande autonomia, a ponto de cada uma ter o seu Banco Central. Sob pressão de Montenegro, que queria a independência total, ficou acertado que cada república realizaria, em 2006, um referendo para decidir se continuam unidas. Após os resultados os dois países se separaram.

terça-feira, 15 de maio de 2012


POPULAÇÃO
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Item: Conflitos Étnico-nacionalistas e Separatistas

Parte: 1 de 7
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Globalização e Fragmentação

            A proposta da globalização é efetuar uma maior integração entre as diferentes localidades do mundo. E inserido nessa nova perspectiva a humanidade vem reagindo de múltiplas formas; dentre estas temos o etnocentrismo. Este está imantado em um livro, um filme, na roupa, modo de falar, na religião, em fim, em todos os aspectos sociais pertinentes a cada cultura. Por exemplo, os filmes norte-americanos são extremamente carregados de um valor cultural tão imponente, que muitos dos costumes norte-americanos acabaram se difundindo pelo mundo, como o jeans e o boné, itens característicos do vestuário norte-americano que se popularizou pelo mundo. Assim podemos identificar etnocentrismo como sendo a busca de um grupo, de cultura uma em comum, fazendo com que a mesma prevaleça sobre as demais, as quais julgam inferiores a deles.
            Mas em contrapartida movimentos locais buscam manter sua individualidade perante a culturalização mundial. Alguns desses movimentos são tão radicais que chegam às raias da violência; são os movimentos extremistas. Todos baseados na falta de respeito para com a cultura e com o outro.
            Há de se fazer uma distinção entre conceitos básicos para nosso entendimento:
Estado: é a unidade territorial personificada nas forças armadas, poder executivo, legislativo e judiciário;
Nação: é o conjunto cultural e de valores de um povo.
Estado-nação: é a conjugação dos dois aspectos anteriores. É onde um povo está “unificado” dentro de padrões políticos territoriais e uma cultura “comum” a todos.
Sendo assim, podemos considerar que existem Estados sem nação e nações sem Estado.

O Fundamentalismo Islâmico...

            O Islamismo é a religião que mais cresce em todo o mundo, concentra-se principalmente pelo oriente médio, norte da África e sudeste asiático. Fundada por Maomé no século VII, baseia-se no Corão ou Alcorão, também chamado Livro de Deus (Kitab Alah). Os seguidores do Islamismo são denominados muçulmanos.
            De acordo com a interpretação que muitos muçulmanos fazem do Corão, aspectos ocidentais como a liberdade de expressão e de religião e a igualdade de direitos entre homens e mulheres são incompatíveis com suas leis. Para os fundamentalistas a sociedade ocidental é uma ameaça para os muçulmanos.
            O aspecto fundamentalista do Islamismo evidenciou-se mais para o mundo após o “11 de setembro”; esse aspecto violento está muito ligado aos atentados terroristas.
            Para nós, ocidentais, fica muito evidente a postura dos governos dos países islâmicos em que se impõem penas de morte características dos tempos idos, como apedrejamento, forca e outros; reprimem com violência os não cumpridores da religião. Também há uma forte repressão sobre a mulher, pois possuem uma cultura altamente machista.
Mas onde estará nosso respeito se não os compreendermos? Se assim não o fizermos estaremos sendo fundamentalistas ao nosso turno.
            O estreitamento de nossos laços com o oriente está principalmente em função do petróleo.

O QUE É O FUNDAMENTALISMO ISLÂMICO

            O Fundamentalismo abrange vasta gama de posições, desde a que implica uma interpretação literal das injunções corânicas, dos "hadiths" (ditos tradicionais) e da "sunna" (modos e costumes do profeta), mas que são pacíficos, até aqueles que, como Osama bin Laden, propõem diretamente o terror contra o Ocidente.
            Essa posição quer, de certa forma, retornar à "primitiva pureza" do Islã, baseando-se exclusivamente no Alcorão e nos "hadiths", interpretados de maneira literal e limitada. Desejam, do mesmo modo, descartar todos os desdobramentos culturais, filosóficos e artísticos que acompanharam a história da civilização islâmica e seus contatos com vários povos e culturas do mundo.
            Entre os corifeus dessa tendência fundamentalista, menção deve ser feita ao "pai" da Arábia Saudita, Mohammed Ibn Abd Al Wahab, de quem deriva o termo "wahabismo". Os wahabistas têm uma visão bastante juridicista da tradição e apegam-se estritamente às injunções da sharia, a lei islâmica. Combatem todos os aspectos da civilização ocidental, sempre de maneira emotiva e tacanha.
            Os fundamentalistas lutam em geral pela independência política dos países islâmicos e contra a influência ocidental, em favor dos costumes primitivos e da aplicação rigorosa da lei islâmica. Ao mesmo tempo, são, por assim dizer, indiferentes ao rico legado filosófico, artístico e místico do Islã medieval e de suas contribuições para toda a civilização ocidental.
            Nas bordas extremas dessa corrente, ou em seus "porões", grassam grupos minoritários, condenados pela maioria dos muçulmanos, que propõem e praticam o terror para chegar a seus objetivos. Entre eles, destaca-se o grupo de Osama bin Laden, o Al Qaeda (a base), que distorce versículos do Alcorão para legitimar sua ideologia e seu terrorismo.
            Segundo a perspectiva islâmica tradicional, esses movimentos extremistas pervertem os versículos corânicos que tratam da Jihad, que literalmente significa "esforço" e que implica limites precisos. Exclui, por exemplo, a luta por uma causa mundana. Se seu objetivo é a obtenção de riquezas, a glória pessoal ou o ódio contra outro povo, não é Jihad.
            Esses agrupamentos militantes e extremistas têm um vínculo superficial com o Islã, aderem a ele como se adere a uma torcida organizada de futebol, de forma apaixonada e cega. A última coisa que se encontra neles é espiritualidade, que constitui justamente o cerne da mensagem islâmica.
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Mateus Soares de Azevedo é mestre em História das Religiões pela USP e autor de "Iniciação ao Islã e Sufismo" (Record), "Mística Islâmica" (Vozes) e "Religião e Esoterismo" (no prelo).
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Fonte: O FUNDAMENTALISMO ISLÂMICO - Texto de Mateus Soares de Azevedo - Site do Jornal "Folha de São Paulo" - 23/09/2001

EUA e Irã

            Nos últimos tempos estamos sendo insuflados de notícias sobre as constantes contendas diplomáticas entre EUA e Irã. Uma contínua insistência norte-americana, por meio da ONU (Organização das Nações Unidas), em fazer inspeções no país mulçumano, a fim de encontrar qualquer coisa que evidencie a construção de bombas atômicas.


            Do outro lado o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, rebate as acusações, afirmando que o enriquecimento de urânio é para fins pacíficos, insistindo que o seu país possui uma agenda de armamento, mas as armas nucleares não fazem parte de sua pauta.
            Acurando geograficamente os fatos, observamos que os Estados Unidos buscam inserir no Oriente Médio uma geopolítica de domínio “político-bélico”, ou seja, tentam ditar suas regras administrativas e políticas, buscando afiliações partidárias e elevando-as ao poder, e assim não sendo, pressionam, alarmando uma invasão de tropas armadas.
            Ahmadinejad trabalha em cima de uma política refratária ao domínio dos Estados Unidos. Suas retaliações recaem principalmente Israel, aliado norte-americano na região. Potencializando assim um estado constante de inconsistência diplomática.
            O interesse norte-americano funda-se em obter domínio sobre as reservas de petróleo no Oriente Médio, mantendo a hegemonia econômica; dominando o Oriente Médio, os norte-americanos terão posicionamento estratégico privilegiado sobre a Europa e a Ásia, destacando China e Índia, sem mencionar no cerco à Coréia do Norte. Expandindo seu “domínio” sobre esses territórios, a influência política norte-america seria quase imbatível.
            A culturalização dos EUA sobre o mundo, com os filmes, séries, modas, linhas de fast food, carregados do idealismo da supremacia norte-americana evidencia o que podemos chamar de neocolonialismo. 

sábado, 12 de maio de 2012

O objetivo das publicações neste blog é de levar ao aluno do Ensino Fundamental que está adentrando ao Ensino Médio, os que já estão no Ensino Médio e os que buscam uma oportunidade nos vestibulares da vida, um local onde eles possam acessar material de qualidade e em linguagem própria as suas necessidades.
Não temos a pretensão de sermos doutos na amplidão da Geografia, mas sim humildes contribuintes a um público que recebe muito pouco em função da pressão e exigência a que são submetidos, os jovens do Ensino Médio.
Ofertaremos: aulas com matérias e exercícios; Exercícios para quem deseja acessar os renomados colégios de ensino médio do Brasil; e questões de vestibulares de todo o brasil, sendo todas comentadas.
Esperamos está sempre logado nas suas necessidades...
As primeira publicações sairão a partir do dia 16/05/2012.
Aguardo a todos!!!!!